CAPITALISMO E NEOCOLONIALISMO: TÁTICAS DE PILHAGEM NA POLÍTICA NACIONAL

Se esse peleguismo da esquerda brasileira em relação ao governo Biden perdurar todo mundo vai ficar chupando dedo, enquanto o próprio governo norte-americano cuidará de impedir que o Brasil enfrente a covid-19. Não deram o golpe de 2016 esperando que este país fosse se recuperar das pauladas sofridas. Esse negócio de pedir ajuda humanitária para o Deep State apenas acelerará o impedimento do enfrentamento da pandemia no Brasil, que deveria se dar por meio de outras saídas possíveis.
Não por acaso Biden enfatizou alinhamento com o bolsonarismo e com as alas mais reacionárias do exército a partir de carta divulgada após Lula e Dilma tentarem alguma negociação multilateral. O pessoal lá de cima é que está orquestrando esse projeto de vacinação a conta gotas nos países do sul. É óbvio que se trata de caso pensado. Não por acaso o fascismo brasileiro foi eleito para governar o país por procuração após a Lava Jato.
O otimismo viralatista vazio acelerará o desabamento do país. Não custa lembrar que para que o imperialismo recupere sua hegemonia mundial antichinesa ele precisará fazer com que as nações a ele submetidas entrem em colapso após golpes ferrenhos de desindustrialização e perda de autonomia tecnológica. Enquanto fomentam as soluções e a tentativa de civilização parcializada no norte do globo, engendram o colapso para os espoliados dos países do Sul.
O que está aqui descrito é apenas o efeito de superfície que está nos primórdios do próprio desenvolvimento do capitalismo Europeu, cujo liberalismo estava pautado fundamentalmente em produzir a civilização dos contratos juridicamente “igualitários” e desenvolver a sua indústria no topo sob a condição de que o substrato para o seu enriquecimento seria o sequestro de matéria prima e fomento dos setes palmos de terra para os povos colonizados interna ou externamente, dentro ou fora das fábricas, os quais também serviram fundamentalmente de bucha para extração do mais-valor e para amadurecimento da propriedade privada oligopolizada que hoje atravessa inúmeros países do globo (lembrando que a palavra “globalização” significa estritamente apenas os efeitos mais deletérios disso).
Essa é a essência que estruturaria o imperialismo comandado pelo capital, com seu escoamento de produção de mercadorias as quais enfeitariam as prateleiras de um mundo de consumo fascistizante das classes médias globais, mundo cujas raízes estão encarnadas na degola de escravos formais e informais.
A recusa desta objetividade histórica apenas reforça o desabamento e o colapso dos povos enjaulados pelos horizontes da morte que se aproxima. E não será nem a reza e nem palavras abstratas de otimismo que nos libertará das tessituras dessa opressão tecida secularmente, mas a autoeducação popular dos povos do mundo, a ser desviralatizada na composição de quadros que permitam um combate real contra inimigos com os quais não devemos compactuar.


Leonardo Lima

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