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Amapá: o apagão da energia elétrica e as luzes da luta de classes

Artigo sobre os protestos ocorridos nos últimos dias no Amapá, por ocasião do apagão de energia elétrica, que piorou as condições de vida dos trabalhadores e de pequenos comerciantes. Os protestos terminaram por conquistar na Justiça a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais. Contudo, Bolsonaro recorreu da decisão, o que é mostrado e analisado neste outro artigo também de autoria do companheiro Antonio José Abrahão Castillero. Por fim, num pequeno artigo em forma de teses, Victor Hugo Viegas propõe uma análise dos últimos acontecimentos no Amapá: o apagão elétrico, de água, de serviços, as lutas sociais e as redes de solidariedade que surgiram.

China: Auto-organização dos trabalhadores durante a pandemia

Este artigo, de autoria coletiva, apareceu no blog de esquerda da China continental 工人 自习 室 (Worker Study Room) em maio deste ano e relata as formas de solidariedade e luta de classe dos proletários chineses nos primeiros meses da pandemia. Leia aqui.

O movimento do auxílio emergencial

Neste artigo, o Victor Hugo Viegas Silva descreve e analisa as formas de ajuda mútua, solidariedade e luta dos trabalhadores beneficiários do auxílio emergencial, apresentando-as como lutas de classe.

A pandemia da classe trabalhadora nos EUA

Publicamos aqui um artigo de Robert Ovetz sobre as greves selvagens e as experiências de auto-organização dos trabalhadores estadunidenses nas primeiras semanas da pandemia da covid-19.

Quem somos, o que queremos

Vivemos em um mundo arcaico, ainda que moderno. Um mundo existente e com uma aparente vitalidade em seus movimentos e inovações, mas morto. Um sistema marcado pelo retorno a formas primitivas de exploração. Uma restauração das formas cruéis de relação entre o capital e o trabalho. Um sistema que devasta o planeta em que vivemos, uma ameaça real e imensa à possibilidade de sobrevivência de diversas espécies; dentre elas, a nossa.

O movimento do capital é entre o novo e o arcaico. Uma permanente tentativa de vivificação do cadáver capitalista, com formas agressivas nas relações assalariadas e nas agressivas formas militares e estatais. São visíveis os mecanismos de vigilância pessoal e de controle social.

O sistema retornou e mudou para o domínio de grandes corporações que controlam a esmagadora maioria da imprensa e da informação, os parlamentos, os judiciários, as polícias, as forças armadas e os sistemas estatais e governamentais.

O domínio financeiro e produtivo das corporações estabelece mecanismos acelerados de acumulação, concentração e centralização de capital. Isso implica o duplo mecanismo de destruição em massa de parte das unidades produtivas e comerciais independentes e de subordinação de outra parte como estruturas subordinadas e fornecedoras de lucros máximos aos controladores.

Correspondendo à economia política real a teoria da Economia construiu esquemas e modelos teóricos para explicar a superioridade desse novo estágio do capitalismo, moldando o pensamento coletivo a ideias universais, mas que nada possuem de universal, são meras expressões de interesses específicos dos setores que dominam o modo de produção capitalista hoje.

Opondo-se a esses mecanismos brutais temos a luta de setores sociais em todo o mundo contra a dominação em larga escala, a exploração acelerada, a destruição da natureza, o genocídio de diversos povos, a violência privada e estatal, as opressões sexual, raciais, religiosa e cultural. Tais resistências lutam contra inimigos próximos, porém movidos de longe, sem que o centro controlador e dirigente do domínio capitalista seja visto, compreendido e muito menos alcançado.

É urgente a necessidade de compreender e desmascarar as conexões de mecanismos globais, nacionais e locais. Só a capacidade de desvelar os vínculos entre setores financeiros e corporativos e suas ações específicas poderá permitir a união contra seus ditames. A possibilidade de superarmos o sistema de exploração e destruição capitalista depende de análise e interpretação da realidade. É para isso que pretendemos contribuir com a construção desse espaço coletivo de discussões e reflexões contra o capitalismo: A Comuna.