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As dificuldades da luta anticapitalista e a tendência à capitulação pela esquerda

Neste artigo, o camarada Euler Conrado discute sobre a luta estratégica pela sociedade sem classes, propondo que seja pensada e perseguida num duplo registro: o da abolição das relações sociais centradas na produção do valor, sob a mediação do Estado, e o do plano internacional da luta de classes, sob a visão de um novo internacionalismo.

China: Auto-organização dos trabalhadores durante a pandemia

Este artigo, de autoria coletiva, apareceu no blog de esquerda da China continental 工人 自习 室 (Worker Study Room) em maio deste ano e relata as formas de solidariedade e luta de classe dos proletários chineses nos primeiros meses da pandemia. Leia aqui.

O movimento do auxílio emergencial

Neste artigo, o Victor Hugo Viegas Silva descreve e analisa as formas de ajuda mútua, solidariedade e luta dos trabalhadores beneficiários do auxílio emergencial, apresentando-as como lutas de classe.

A pandemia da classe trabalhadora nos EUA

Publicamos aqui um artigo de Robert Ovetz sobre as greves selvagens e as experiências de auto-organização dos trabalhadores estadunidenses nas primeiras semanas da pandemia da covid-19.

Quem somos, o que queremos

Vivemos em um mundo arcaico, ainda que moderno. Um mundo existente e com uma aparente vitalidade em seus movimentos e inovações, mas morto. Um sistema marcado pelo retorno a formas primitivas de exploração. Uma restauração das formas cruéis de relação entre o capital e o trabalho. Um sistema que devasta o planeta em que vivemos, uma ameaça real e imensa à possibilidade de sobrevivência de diversas espécies; dentre elas, a nossa.

O movimento do capital é entre o novo e o arcaico. Uma permanente tentativa de vivificação do cadáver capitalista, com formas agressivas nas relações assalariadas e nas agressivas formas militares e estatais. São visíveis os mecanismos de vigilância pessoal e de controle social.

O sistema retornou e mudou para o domínio de grandes corporações que controlam a esmagadora maioria da imprensa e da informação, os parlamentos, os judiciários, as polícias, as forças armadas e os sistemas estatais e governamentais.

O domínio financeiro e produtivo das corporações estabelece mecanismos acelerados de acumulação, concentração e centralização de capital. Isso implica o duplo mecanismo de destruição em massa de parte das unidades produtivas e comerciais independentes e de subordinação de outra parte como estruturas subordinadas e fornecedoras de lucros máximos aos controladores.

Correspondendo à economia política real a teoria da Economia construiu esquemas e modelos teóricos para explicar a superioridade desse novo estágio do capitalismo, moldando o pensamento coletivo a ideias universais, mas que nada possuem de universal, são meras expressões de interesses específicos dos setores que dominam o modo de produção capitalista hoje.

Opondo-se a esses mecanismos brutais temos a luta de setores sociais em todo o mundo contra a dominação em larga escala, a exploração acelerada, a destruição da natureza, o genocídio de diversos povos, a violência privada e estatal, as opressões sexual, raciais, religiosa e cultural. Tais resistências lutam contra inimigos próximos, porém movidos de longe, sem que o centro controlador e dirigente do domínio capitalista seja visto, compreendido e muito menos alcançado.

É urgente a necessidade de compreender e desmascarar as conexões de mecanismos globais, nacionais e locais. Só a capacidade de desvelar os vínculos entre setores financeiros e corporativos e suas ações específicas poderá permitir a união contra seus ditames. A possibilidade de superarmos o sistema de exploração e destruição capitalista depende de análise e interpretação da realidade. É para isso que pretendemos contribuir com a construção desse espaço coletivo de discussões e reflexões contra o capitalismo: A Comuna.