Em memória do camarada Serge Goulart
No longuíssimo processo da evolução das espécies, a seleção natural e a deriva genética determinaram que os animais superiores se relacionassem por instinto diante da natureza.
A evolução hominídea que resultou nas diversas espécies do gênero Homo, entre elas, o Homo sapiens, consolidou-se na passagem da reação instintiva animal à concepção deliberada de uma ação, antes de realizá-la.
Esse salto cognitivo produziu e foi produzido pela razão humana, que, inicialmente, direcionava, de forma errática e aproximativa, os atos racionais dos seres primitivos. A prática era o critério que consolidava os avanços humanos por entre as trevas do não conhecido. [CHILDE, 1936.]
Primeiras exploradas
No movimento de evolução histórica, as mulheres teriam conhecido, por primeiro, a opressão, exercida pelos homens, em uma trama já claramente social. As relações societárias foram igualmente objeto do escrutínio humano, mesmo no contexto de uma consciência muito limitada sobre suas razões imanentes. [ENGELS, 1884.]
No contexto de oposição primordial homem-mulher, a razão já se partia, entre a defendida e imposta pelos homens, e a sofrida e interiorizada pelas mulheres. As justificativas masculinas de tal realidade, simbólicas, tradicionais e outras, assumiam já um sentido irracional, que se manteve, através de múltiplas determinações, até hoje. [MAESTRI, 2012.]
Surgimento das classes
Para a compreensão marxista da história, com o surgimento das sociedades classistas, a oposição social se radicaliza e, com ela, a luta entre razão e racionalidade e desrazão e irracionalidade, ainda que uma consciência mais desenvolvida desse fenômeno seja muito posterior ao seu surgimento. [MARX & ENGELS, 1848.]
Em geral, a racionalidade social fez ou favoreceu o avanço da história, enquanto a irracionalidade se opôs a ela. Desde os primórdios da civilização, esses dois polos contraditórios se digladiaram, defendendo inicialmente suas razões através de mitos, de poemas épicos, de cultos religiosos, da tradição, da força das armas. [MAESTRI, 2002.]
Crescente tomada de consciência
O crescente desenvolvimento das forças produtivas materiais, da complexidade das relações sociais de produção, da ciência, da tecnologia, etc., permitiu uma crescente tomada de consciência dos interesses sociais que determinavam as pulsões racionais e irracionais sociais.
O historiador marxista Christopher Hill lembrava que, na revolução burguesa inglesa do século 17, se matava e se morria tendo como bandeira diversas interpretações da Bíblia, mantendo-se os combatente no geral inconscientes das determinações dos interesses materiais que impulsionavam a ruptura revolucionária. [HILL, 1940.]
Burguesia revolucionária e contra-revolucionária
A racionalidade do programa burguês sustentou o movimento revolucionário contra o irracionalismo feudal. Entretanto, apenas se consolidou, assumiu um caráter irracional, quando a burguesia se organizou para reprimir os trabalhadores que, já nos estertores da Revolução de 1789, reivindicaram a justiça social, para além da igualdade jurídica entre os homens, no contexto da desigualdade material. [GUÉRIN, 1946; MOLON, 2002.]
No século 19, o marxismo passou a analisar com lupa as oposições entre as classes e apontar a revolução social como a superação racional da exploração dos produtores pelas classes dominantes. Era o resultado de um longo processo de tomada de consciência tendencialmente plena das classes oprimidas em suas necessidades, através de suas vanguardas políticas e internacionais. [MARX, 2011.]
Revolução proletária
Em 1917, a Revolução Soviética, sob a direção do Partido Bolchevique, materializava a racionalização das necessidades sociais, por entre as infinitas contradições, no Império Tzarista, antes do advento do stalinismo. [BROUÉ,2021.]
Com o avanço da história, em forma mais acabada nos últimos séculos, as múltiplas visões progressistas e progressivas sociais avançaram e se difundiram — otimismo, solidarismo, igualitarismo, coletivismo, etc. No refluxo da história, ao contrário, triunfaram e se difundiram o pessimismo, o individualismo, o egoísmo, o hedonismo, e por aí vai.
Esses sentimentos opostos não se devem apenas à promoção que conhecem pelas classes progressistas ou regressivas, mas arrancam sua força das tendências surgidas das profundezas das ordens sociais dominantes. As ideias não surgem das cabeças, mas se materializam nas ruas.
O racionalismo e o irracionalismo se diferencia da racionalidade e da irracionalidade por se constituírem como visões de mundo codificadas ou não que propõem a defender e a propagara as relações e razões sociais racionais ou irracionais.
Da Revolução à Contra-Revolução
Em 1917, a Revolução Russa abriu uma Era Revolucionária na Europa e no Mundo, com um enorme avanço do racionalismo, da racionalidade, do otimismo , do socialismo, do comunismo impulsionados pelos oprimidos, que se espraiaram nas relações e comportamentos sociais, na literatura, no cinema, no teatro etc. O marxismo e o comunismo conheceram difusão e prestígio singulares. [TROTSKY, 2017.
anos seguintes, a revolução foi derrotada na Hungria, na Itália, na Espanha e sobretudo na Alemanha. Essas derrotas permitiram o advento do fascismo e do nazismo, na Itália e na Alemanha, do franquismo, na Espanha, do salazarismo, em Portugal, e do stalinismo na URSS. Uma maré de irracionalidade social se abateu sobre o mundo — campos de concentração fascistas e stalinistas, II Guerra Mundial, etc.
Em A Destruição da Razão, de 1954, George Lukács apresentou em forma magnífica o triunfo e exacerbação da irracionalidade e do irracionalismo burguês, durante o nazismo e o fascismo, devido à ameaça da revolução comunista na Europa. O capitalismo, que prometera o progresso para todos, em regressão, passava a naturalizar o egoísmo e a violência, a inevitabilidade da pobreza a opressão, etc.
Revolução novamente na ordem do dia
Por décadas, a revolução mundial esteve na ordem do dia, avançando o racionalismo, o solidarismo, o socialismo, o humanismo, o feminismo, o otimismo individual e social. Porém, a maré revolucionária não vergou a ordem capitalista. Ela esmoreceu em fins da década de 1970, retrocedeu nos anos oitenta, foi batida em fins da década de 1980, por razões múltiplas.
Em dezembro de 1989, o Muro de Berlim ruiu sob a pressão e a atração do capitalismo triunfante e não sob a mobilização anticapitalista e anti-burocrática dos trabalhadores do Ocidente e Oriente. Então, abriu-se um período histórico contra-revolucionário, uma verdadeira catástrofe para o mundo do trabalho e a civilização, que segue até hoje.
A Queda do Muro assinalou a recuperação plena de imensas áreas do globo que escaparam às mãos da ordem capitalista a partir de 1917. Através do mundo, os trabalhadores perderam conquistas históricas, sob a imposição neoliberal. [MAESTRI, 2025.]
Meia-noite sobre o século
No mundo das expressões sociais, artísticas, culturais etc., eclipsaram-se o racionalismo e o marxismo como explicações do mundo, sob o avanço da irracionalidade, do irracionalismo, do solipsismo, do individualismo, do hedonismo, do consumismo, do exclusivismo, etc. Foi proposto o fim da história, com a manutenção ao infinito da ordem capitalista. [UYAMA, 1992.]
A tensão posta pela vitória histórica da contra-revolução liberal produziu uma terrível pressão sobre a consciência das grandes massas, de suas vanguardas, de seus intelectuais. Enormes quantidades de intelectuais de esquerda e marxistas, alguns com contribuições referenciais, acomodaram-se ou passaram, de mala e cuia, às filas inimigas.
O mesmo ocorreu com partidos políticos, organizações, sindicatos, editoras, centros de pesquisas, etc. esquerdistas, socialistas e marxistas. Esse processo de degringolada e abandono do marxismo e socialismo iniciara-se já nos anos 1970 — Eurocomunismo; ambientalismo, ecologismo, autonomismo, marxismo crítico, etc.
Trocando de trincheiras
Organizações que se reivindicavam da esquerda revolucionária, salvo gloriosas exceções, acompanharam o desbunde geral, igualmente sob a pressão das classes médias, forte origem de seus militantes. Definiram como centro de atividade política a defesa dos direitos civis e outros das chamadas minorias. A centralidade do mundo do trabalho foi mandada às calendas.
Aos vencidos, as cascas! O desbunde pró-capitalista alavancou carreiras políticas, intelectuais, acadêmicas, sindicais, profissionais. Exemplo paradigmático é certamente José Dirceu. [MAESTRI, 2 dez. 2018]. Os intelectuais orgânicos, os militantes, os sindicalistas que se mantiveram coerentes, não raro conheceram situações sociais, profissionais, econômicas peníveis.
Com a fragilidade do mundo do trabalho, dominou, na consciência de uma população descorçoada, a apologia neoliberal da perenidade de uma ordem capitalista naturalizada. O apoio ao identitarismo, ao wokismo, ao oportunismo, ao individualismo, ao empreendedorismo, se espraiou sobre esse leito. [MAESTRI, 2019.]
Irracionalismo identitário
O irracionalismo identitário se alicerça na reafirmação contra-revolucionária da negativa de qualquer avanço social através da organização das classes exploradas contra os opressores. Não haveria identidade de classe no mundo social, que se organizaria a partir das identidades das suas múltiplas facções, sobretudo de “raça”, de “gênero”, de “etnia”.
No Brasil, com destaque para a classe média, o identitarismo encontrou seu terreno mais fértil na proposta da exclusividade da “raça” como o motor da história. A guerra seria entre brancos e negros e não entre explorados e exploradores. Com esse discurso, o identitarismo se lança contra a racionalidade e o racionalismo como uma construção histórica.
O identitarismo propõe que o próprio conhecimento científico seria uma produção da ordem construída pela “branquitude” europeia — segundo a IA do Google, “construção social, histórica e política que confere privilégios” diversos a “pessoas identificadas como brancas em uma sociedade estruturada pelo racismo”. [COLLING, 13/05/2026.]
Racismo estrutural
A construção identitarista dessa visão se dá, de forma sorrateira, sob a proposta do “racismo estrutural”, tradução da Critical Race Theory (Teoria Crítica da Raça) importada dos Estados Unidos. Ela propõe que seria a exploração da raça, e não a exploração classista, que moveria a história. E apoia esse axioma para questionar a própria e racionalidade científica, como vimos. [MAESTRI, 07/04/2021.]
O identitarismo propõe que as elaborações brancocêntricas, ou seja, a ciência, devem ser negadas e superadas pelo conhecimento, semi-inato ou inato, das comunidades discriminadas devido à raça, sexo, gênero, etnia, etc.
Saber originado nas experiências individuais ou oriundo de ligações múltiplas, com os mesmos grupos discriminados no passado, devido à ancestralidade. Ou seja, qualquer negro conhece mais sobre a escravidão, devido a descender, a um bisavô ou tataravô escravizado, de que um estudioso não negro que passou a vida pesquisando sobre ela. No frigir dos ovos, apenas negros poderiam compreender o que foi o passado escravista, cabendo a ele, devido a isso, o monopólio desse e de outros temas relacionados.
O conhecimento identitário permitiria a desconstrução da ciência “brancóide”, produzidas por brancos, também responsável pela difusão da “colonialidade do saber” sobretudo nas instituições acadêmicas. Ou seja, visões sobre as sociedades coloniais não produzidas pelos nativos das regiões colonizadas. Esse novo saber identitário de raízes tradicionais, populares, étnicas, raciais, ancestrais, etc. nasce e cresce, em forma endógena, nas comunidades de uma mesma identidade. [MAESTRI, 2025.]
Negros e brancos por sobre as determinações de classe
Portanto, no mundo social, a razão e a racionalidade não são determinações horizontais, construções históricas que, na interpretação do mundo social reúnem, devido às mesmas raízes sociais, os oprimidos de todas as cores, etnias, gêneros, etc., interessados na libertação de toda a sociedade, única forma de emanciparem-se.
razão e a racionalidade são próprias e exclusivas às múltiplas comunidades singulares de mesma identidade. Para tal visão de mundo, o negro capitalista está mais próximo do negro proletário que ele explora do que este último de seu camarada branco ou asiático que é explorado ao seu lado, viaja no mesmo ônibus, mora na mesma comunidade, frequenta o mesmo bar.
As múltiplas vertentes do identitarismo exigem que suas visões de mundo ingênuas, místicas, racistas, e por aí vai, sejam aceitas, sem questionamentos dos procedimentos científicos, que impugnam. O saber identitário é refratário a tudo que nasce no exterior do seu microcosmo. Nas universidades públicas no Brasil, identitários ensandecidos cancelam, perseguem, caluniam todos os que não aceitam esses pressupostos.
Apoiado na atual fragilidade das propostas de emancipação dos explorados, através da destruição da ordem capitalista que refinca, o identitarismo propõe apenas a promoção de segmentos minúsculos identitários no seio da ordem capitalista, transformados em exploradores. Para ele, Obama no comando da ordem despótica e assassina do imperialismo estadunidense foi uma enorme conquista social.
Em defesa da ordem capitalista
O identitarismo não propõe, portanto, educação, saúde, moradia, segurança sequer para toda a comunidade negra, o que propõe como impossível. Querendo se integrar, e não superar a sociedade de classes, se esforça para não se confrontar a ela e com as ditas elites.
No caso da educação superior, nos empregos públicos, etc., propõe reservas minúsculas de privilégio em razão das identidades. Propõe, literalmente, enegrecer, em algo, a fachada da sociedade de classes, fortalecendo-a, em favor da ordem capitalista e alguns identitários sortudos. [MAESTRI, 2007.]
Sob a crença do domínio perene do neoliberalismo, cresceu entre meios progressistas e da esquerda tradicional e mesmo se reivindicando do marxismo e da revolução o apoio a pretensas pequenas conquistas setoriais realizáveis, como as “cotas” e o acolhimento de outras propostas identitárias, não raro estrambólicas.
Para o senso comum e setores de classe média com a consciência pesada sobre a realidade social, mas sem vontade de se moverem contra ela, ou de enfraquecerem seus privilégios, é o possível a ser feito. Contribuíram à pavimentação do inferno com boas intenções, quando realmente as têm.
Ignorou-se e ignora-se que as cotas nada custam ao capital, deslocando vagas e postos de emprego que já existem, enegrecendo apenas de forma minúscula os setores médios da sociedade, como vimos. Enquanto isso, a imensa maioria dos necessitados — não apenas negros — segue enterrada em uma situação histórica sem fim. E os verdadeiros privilegiados seguem se locupletando de seus privilégios e da confusão política entre os oprimidos.
As políticas parciais e localizadas ajudaram a pôr fim às tradicionais reivindicações universalistas, de caráter democrático, de ensino, saúde, segurança, moradia, etc. para todos. Reivindicações democráticas e não socialistas! Reivindicações abominadas pelo imperialismo, pelo grande capital e por seus governos súcubos, devido os investimentos que exigiriam.
As administrações federais petistas implementaram com furor as cotas enquanto avançavam e privilegiavam o ensino superior privado. Atualmente, “dos cerca de 10 milhões de estudantes universitários no país, mais da metade está no ensino a distância e 80% em instituições privadas.” [MISKOLCI, 24/06/2026.]
Em 1963, mais de 60% dos universitários estudavam em universidades públicas. A privatização do ensino superior iniciou-se em 1969, durante o Regime Militar, consolidando-se, após 1985, com a colaboração, nos fatos, das administrações federais, com destaque para o PT. [MAESTRI, 2018: p.15.]
Arquivando os trabalhadores
Durante a ditadura, o movimento estudantil mobilizava-se pela estatização do ensino privado, então minoritário. Em 2025, a UNE, que deixou de exigir a estatização do ensino superior privado, aprovou a reivindicação prioritária de cotas nas universidades públicas para estudantes elegebetes na graduação e pós-graduação, sobretudo para os ditos homens e mulheres trans e travestis.
A proposta grotesca circunscreve a decomposição da enorme maioria da esquerda que se reivindica do marxismo-revolucionário e do marxismo-leninismo, como o MRT, a UP, o PCB, o PCBR, o PSTU. Apenas pequenas organizações, como a OCI e o PCO, dissociaram-se da proposta ensandecida. [MAESTRI, 31/10/2020.]
A UNE, que nada propôs quanto à estatização do ensino público, já que é contra essa proposta, defendendo apenas a regulamentação do ensino superior pago. Os milhões de universitários-trabalhadores e empobrecidos seguirão pagando mensalidades escorchantes sem que qualquer associação estudantil universitária significativa lute pelo fim das universidades privadas.
Compreende-se por que a maioria da população brasileira trabalhadora e assalariada vê com extrema desconfiança o ensino público universitário, de costas para ela, enquanto ele caminha para sua extinção tendencial.
As organizações sindicais universitárias de professores e funcionários mantêm uma orientação corporativista, defendendo, com sucesso, os salários dos docentes, sem propor qualquer movimento real pela universalização do ensino público universitário no Brasil.
* Apresentação (Live), “Irracionalismo e identitarismo”, 8 de setembro de 2026, ao Canal Filosofia da Praxis. Organização Grupo de Estudos Filosofia da Praxis.
Referências acrescentadas
BROUÉ, Pierre. Comunistas contra Stálin: o massacre de uma geração. São Paulo: Editora Sundermann, 2021.
CHILDE, V. Gordon. O homem faz-se a si próprio: o progresso da humanidade desde as suas origens até ao fim do Império Romano. Trad. Vitorino Magalhães Godinho e Jorge Borges de Macedo. Lisboa: Cosmos, 1947.
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Trad. Leandro Konder. Rio de Janeiro: Editorial Vitória, 1964.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. Trad. Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2000.
HILL, Christopher. A Revolução Inglesa de 1640. 2. ed. Lisboa: Editorial Presença, 1983.
FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Tradução de Aulyde Soares Rodrigues. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.
GUÉRIN, Daniel. La lutte de classes sous la Première République, 1793-1797: bourgeois et “bras nus”. Paris: Gallimard, 1946.
TROTSKY, Leon. A história da Revolução Russa. Trad. E. Huggins. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, ed. do centenário, 3 v.
MAESTRI, Mário. O mundo em inícios de 2025. A Comuna: revista de crítica social, 30 jan. 2025.
MAESTRI, Mário. Revolução e contra-revolução no Brasil: 1530-2019. 2. ed. ampl. Porto Alegre: FCM Editora, 2019.
MAESTRI, Mário. O racismo não é estrutural. A Terra é Redonda, 7 abr. 2021.
MAESTRI, Mário. Cotas destroem o princípio da igualdade. Blog da Organização Comunista Internacionalista. [26 de set. de 2007.]
MAESTRI, Mário. O identitarismo negro está comendo a esquerda por uma perna. Contrapoder, 31 out. 2020.
MAESTRI, Mário. História e romance histórico: fronteiras. Novos Rumos, Marília, ano 17, n. 36, p. 38-44, 2002. DOI: 10.36311/0102-5864.17.v0n36.2228.
MARX, Karl. O 18 de brumário de Luís Bonaparte. Tradução e notas de Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo, 2011.
MAESTRI, Mário. Um livro mais do que necessário. Prefácio. In: FRAGOSO, Emanuel Angelo da Rocha; AQUINO, João Emiliano Fortaleza de (org.). A contrapelo: escritos sobre a colonização. Fortaleza: EdUECE, 2025.
MAESTRI, Mário. “O mundo em inícios de 2025”, AComuna, 30/01/2025.]
MAESTRI, Mário. Zé Dirceu: memórias da amargura. Blog da Revista Espaço Acadêmico, 2 dez. 2018.
MOLON, Alessandro Lucciola. Graco Babeuf: o pioneiro do socialismo moderno. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002.
TROTSKY, León. A história da revolução Brasília : Senado Federal, 2017.
Breve biografia do autor
Mário Maestri, 78, historiador e militante marxista-revolucionário, nasceu em Porto Alegre. Iniciou seus estudos de História na UFRGS e participou da oposição à ditadura militar. Refugiado no Chile, entre 1971 e 1973, estudou na Universidade do Chile e participou da luta social. Após o golpe de 1973, seguiu para a Bélgica, onde se graduou, realizou mestrado e doutorado em Ciências Históricas na Universidade Católica de Louvain. De volta ao Brasil do exílio, em 1977, retomou a atividade política. Lecionou em diversas universidades, entre elas PUCRS e UFRJ, aposentando-se como professor titular do PPGH da UPF. Sua produção, de orientação marxista, aborda sobretudo a escravidão colonial, o Rio Grande do Sul, a imigração e colonização camponesa e a Bacia do Prata. Dirigiu inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutoramento e escreveu mais de quarenta livros publicados no Brasil e no exterior, segue intervindo nos debates políticos e historiográficos.
