Coletivo Invisíveis publica “Manual de auto-organização no trampo contra a Covid-19”

Comitê Editorial

O coletivo autônomo de trabalhadores Invisíveis mantém duas páginas na rede mundial de computadores: um site e uma página do Facebook. No site, em determinado momento do “Quem somos nós”, eles se definem assim:

Somos pequenos grupos de trabalhadores de empresas públicas e privadas. Temos uma página no facebook, um site e boletins impressos para divulgar os problemas e fortalecer nossas lutas. Nenhum de nós é advogado, especialista ou amigo de jornalistas da Record, Globo ou SBT. Mas sabemos nossos direitos. Sabemos nos organizar. E sabemos que sem o nosso empenho, de nós trabalhadores, não há nada nesse mundo que funcione. Queremos discutir o problema junto com você, colega trabalhador, e te ajudar a se organizar com seus colegas para achar uma solução e saber que não está sozinho lá.

Em seu site e em sua página do Facebook, os companheiros divulgam as lutas de categorias as mais diversas, desde aquelas de trabalhadores precarizados a aquelas mais tradicionais, de funcionários públicos e de empresas privadas; e organizam a solidariedade prática a elas. Mas, observando bem, notamos que a mão é mais forte quando se trata de trabalhadores terceirizados, precarizados, até mesmos aqueles que não são reconhecidos como trabalhadores, mas como “empreendedores”, “autônomos” etc., como os companheiros cujo trabalho se realiza sob a gestão capitalista dos aplicativos.

Pois bem, esses companheiros, que conhecemos apenas na condição de leitores de suas publicações, escreveram e trouxeram à luz um Manual de auto-organização de luta contra a Covid-19 no local de trabalho, que, através deste link, dispomos aos nossos próprios leitores. Ele pode ser encontrado também aqui, no site deles. O importante desse Manual parece ser isso que nos diz Victor Hugo Viegas Silva em seu artigo publicado ontem aqui em nossa revista: é uma publicação

que busca colocar a responsabilidade onde ela está e ao mesmo tempo armar trabalhadores para se defender. […] É uma modesta contribuição, mas bastante relevante pela visão de conjunto que apresenta. Estamos tentando nos armar ideologicamente para sobreviver. Eles estão armados para nos matar. Precisamos fazer o nosso.

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