“Não consigo respirar”: protestos combatem pandemias?

Victor Hugo Viegas Silva

É possível, sim, fazer protestos com cuidado. Mas como? E será possível fazer também no Brasil? Claro que sim. Porém,  a forma como se organizam, quem chama e quem vai são determinantes. Não dá pra chamar de forma irrefletida, porque vivemos um momento único na história em que as reflexões estão fazendo diferença.

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Muita gente acreditava que os protestos antirracistas nos Estados Unidos gerariam uma onda de infecções no país. Eu era uma delas. No entanto, foi provado que estava errado e descobri por que na luta dos trabalhadores americanos contra as tentativas de assassinato dos seus, por seus policiais e fascistas da hora do abate, eles conseguiram ensaiar uma nova sociedade muito mais interessante do que a sociedade contra a qual protestavam, em um movimento que, em seu método, objetivo e conteúdo, reproduzem uma hegemonia do movimento proletário pela vida.

Mas vamos pelo começo. As manifs geraram ou não geraram pico de infecção? Como podemos verificar isso? Isso é de especial interesse porque os EUA, como afirmei na Hora do Abate e demonstrei em Abatidos e Sobreviventes , é participante de algo que podemos chamar como articulação em torno do “Partido Internacional da Morte”. Apesar de terem pequenas briguinhas aqui e acolá, desde o começo se sabe que as ações de Trump e Bolsonaro são coordenadas .

O pico que não aconteceu

Em Minneapolis, origem dos protestos, registrou-se que no dia 11 de junho se reduzem as hospitalizações e as mortes; na região de Minneapolis, Minnesota, está registrado o quarto dia consecutivo de redução no número de mortes.

Em Seattle, outra região com muitos protestos, o prefeito da cidade anunciou que os protestos que recentemente chegaram a tomar a delegacia de polícia e formar uma Zona Autônoma Temporária, não causaram nenhum pico de infecção, como se pode verificar aqui.

Na cidade, aliás, houve testagem em massa recentemente, até mesmo por pressão dos movimentos sociais locais. O prefeito, apesar da inimizade com os protestos, tem insistido que as pessoas corram atrás de testagem imediatamente após comparecerem. E, novamente apesar de ser um adversário direto dos protestos, teve que admitir que de fato eles não haviam gerado o pico de infecção esperado por vários especialistas, mais os de direita que de esquerda, mas quase todos.

A Al Jazeera também noticiou que em diversos estados dos EUA, com exceção notável de Los Angeles, o quadro da pandemia apenas melhorou após os protestos gerados pela morte de George Floyd dados os 14 dias para avaliar os impactos.

Ou seja, estávamos errados. É possível, sim, fazer protestos com cuidado. Mas como? E será possível fazer também no Brasil? Claro que sim. Porém,  a forma como se organizam, quem chama e quem vai são determinantes. Não dá pra chamar de forma irrefletida, porque vivemos um momento único na história em que as reflexões estão fazendo diferença.

Quais eram os motivos do receio, então? E porque se mostraram infundados?

Quais são os motivos, então, do receio dos protestos durante a pandemia do covid-19? Medo do golpismo fascista? Não era medo do golpe que pautava essa discussão entre os trabalhadores e profissionais da saúde, ao menos os dos Estados Unidos, mas, sim, que “apenas máscaras podem não ser suficientes”. Como assim?

Um artigo do médico Marc Siegel chamado “Os protestos de George Floyd criam risco de uma ressurgência mortal do covid-19” sintetiza muito bem o melhor dos argumentos técnicos e políticos contrários aos protestos como espaço de infecção:

[…] máscaras ou outros revestimentos faciais não são uma alternativa real para o verdadeiro distanciamento social, especialmente quando você considera que alguns estudos demonstraram que gotículas respiratórias podem escapar de uma máscara, sem mencionar o fato de que o uso de revestimentos faciais para evitar a disseminação assintomática do COVID-19 nunca foi estudado. […] Além disso, quando as pessoas ficam chateadas, distraídas ou agitadas do jeito que estão em uma manifestação ou protesto, elas podem esfregar o rosto e mascarar inconscientemente, descartá-las inadequadamente ou reutilizar uma velha e suja que acaba concentrando o vírus. […] pessoas assustadas, zangadas ou apaixonadas tendem a tomar menos precauções.

Aqui se encerram os motivos técnicos que trata das formas de transmissão do COVID-19 hoje e se os protestos são espaços de maior ou menor risco para a transmissão. Avaliava-se então que eram. Por que não foram? Isso tem a ver com a argumentação mais ampla do doutor.

O receio não é porque o protesto vai “provocar o fascismo” como se diz aqui no Brasil, mas porque literalmente não basta dar mascara pra falar que existe cuidado. Precisamos ver o ontem e pensar o dia de amanhã. A preocupação é outra: é preciso repensar todo o sistema de saúde e a nossa sociedade. O cuidado coletivo, a responsabilidade coletiva pressupõem outra perspectiva de sociedade. Nas palavras do Dr. Siegel:

É mais provável que você esteja cuspindo sobre uma máscara meio pendurada quando falar com raiva. É muito mais provável que você espalhe vírus se estiver realmente infectado. Muita coisa foi feita com o uso de máscaras, muitas pessoas que as usam erradamente pensam que é tudo o que precisam fazer para se proteger do COVID-19. […] Lembre-se de que muitas das pessoas que protestam contra a terrível morte de George Floyd estão em grupos socioeconômicos desfavorecidos e em maiores riscos de adquirir e ter complicações do COVID-19, em parte por causa de condições preexistentes e em parte por causa do acesso inadequado a serviços de saúde. Uma máscara é um pouco mais do que um band-aid de saúde pública para essas pessoas desfavorecidas. Precisamos ajudá-los a acessar as estratégias e tratamentos de prevenção de que precisam desesperadamente. Distribuir máscaras como um gesto para um público irado não é o caminho para continuar a luta contra um vírus mortal e altamente contagioso. Muito mais precisa ser feito. Nossa doença como sociedade vai além do COVID-19, para o problema central da disparidade na assistência à saúde.

Acontece que isso não escapava aos próprios manifestantes. As pessoas que estavam ali, não estavam por uma raiva descontrolada, não estavam inconscientes da pandemia, não estavam “querendo morrer junto com a máquina”. Por isso não cuspiram, não gritaram, não se descuidaram. Pelo contrário. Mas é possível ter tanta diferença nas manifestações? É possível repensar a sociedade só pra ir numa manifestação?

Sim, é possível. Vamos tentar, então, mostrar como existem duas manifestações, dois grandes movimentos políticos de nosso tempo: um movimento da morte, do capital, que se manifestou contra a quarentena; e um movimento da vida, proletário, que se manifestou pautando como carro chefe a violência policial e o cuidado. Eles se manifestam com motivações, formas, modos e objetivos bastante diferentes. Com isso, também apontam para amanhãs bastante diferentes. Essa diferenciação vai nos ajudar a entender o que aconteceu e o que pode ser feito.

Eles combinaram de nos matar….

Os protestos contra o lockdown, manifestações pela morte seletiva, estão bem sintetizados em suas motivações e composição nesse artigo que fala das suas principais sete marcas: 1. A pobreza é tabu, mas o trabalho é “essencial”, 2. A ameaça do vírus é grave, 3. Cartazes anti-ciência estão à margem, 4. As pessoas querem combater o vírus de maneiras familiares, 5. ‘Tirania’ depende de quem governa – não de como governa, 6. De brancos para brancos, 7. Dividido e distanciado: é um movimento?

É importante, ao tratarmos deles, que não façamos caricatura. Por exemplo, não faz sentido dizermos que são movimentos que, ao menos nos EUA, não entendem a ciência do coronavírus. Entendem sim. Entendem que vai morrer gente. Não é “burrice”, é outra coisa.

Mas o essencial de que quero tratar está no ponto de classe (“todos os trabalhadores são essenciais”) que unifica trabalhadores e patrões de forma reacionária na “defesa do emprego”, no caráter segregado (apenas brancos) e no individualismo que se reproduz no interior do movimento (é um movimento de indivíduos isolados, não de coletivos que se integram e se cuidam). São movimentos contra o cuidado. Isso se traduziu muitas vezes literalmente em um enfrentamento gráfico dos trabalhadores da saúde.

Qual é a consequência dessas características? Também para eles muitos epidemiologistas previram que haveria um pico de casos devido ao comportamento contra o distanciamento social e contra a higiene dos manifestantes. Esses epidemiologistas dizem que os protestos podem ter influenciado em espalhar o vírus em uma nova onda nacional em maio desse ano.

O que temos de fato, de registro seguro? As infecções, hospitalizações e mortes aumentaram significativamente no país duas semanas após esses protestos: o oposto do que foi registrado em relação aos protestos contra a morte de George Floyd. Não é pra menos. O objetivo explícito deles era lutar por uma política de sacrifício dos fracos. O método correspondeu ao objetivo e à forma de organização.

E os protestos contra morte de George Floyd, o que eram? Bem, eles eram o oposto em método, objetivo e modos. Por isso, teve resultados opostos. Explicaremos na próxima parte essa diferença, mas fique demarcado por que o protesto contra a quarentena tinha motivos específicos pra ser um foco de infecção.

O erro fundamental de supor que qualquer protesto vai aumentar infecção é supor que todo protesto vai carregar o individualismo antissocial dos protestos contra o lockdown.

Mas se não carregam isso, o que acontece nesses protestos? É possível protestar de outra forma?

Máscaras e cartazes

“Não esqueça sua máscara”, diz a mãe. “Devíamos ter trazido nossos cartazes”, resmunga de volta a filha. Num brilhante ensaio publicado no LA Times, Mary McNamara descreve como entendeu melhor sua filha conversando com ela sobre o protesto e a necessidade do cuidado. A família fez uma viagem que acidentalmente acabou passando por muitos protestos e, por conta disso, os filhos resolveram carregar cartazes em todo lugar tal qual carregavam álcool em gel e máscaras. Ela fala como em um dos hotéis em que passou os trabalhadores também usavam máscaras, mas nenhum dos hóspedes usava. Na verdade, “a maioria das pessoas que vi com máscaras eram aquelas protestando. Em Columbia, Denver e Boulder, a maioria daqueles carregando cartazes também vestiam máscaras, e muitos daqueles entregando água também ofereciam álcool em gel para as mãos também”. Ela descreve como viu uma manifestação de milhares de pessoas fazer uma performance em que ficaram quase nove minutos cantando Não consigo respirar com o rosto virado para o chão, sem perigo de infectar outras pessoas, o tempo exato em que George Floyd ficou antes de morrer.

Vários médicos epidemiologistas simpáticos aos protestos tiveram debates intensos antes dos mesmos. Alguns quebraram a cabeça e acharam uma solução: desenvolver uma forma de cuidado específica para aqueles que queriam se revoltar coletivamente. Colin Furness, epidemiologista contrário a protestar apenas virtualmente, se encarregou disso: “Lembre-se de que as máscaras protegem os outros”, disse ele. “Então você precisa olhar em volta e ver quem não está usando uma máscara e dar muitos passos para trás”. Para protestar com segurança durante o # COVID19, deixe seu cartaz falar, seu telefone cantando e use uma máscara”, escreveu outra médica no Twitter.

O modelo de infecção dos epidemiologistas, que eu estava adotando acriticamente, pressupunha pessoas irresponsáveis, individualistas, desesperados pela situação. Que tipo de pessoas estavam indo para os protestos? Eram as mesmas das aglomerações de sempre ou dos protestos contra o lockdown? Vamos apresentar um contraste que foi feito por uma manifestante de Nashville:

Vejam quem está de máscara e quem não está. Espaço aberto vs espaço fechado. Outro depoimento em que um sujeito contrasta sua experiência de cuidado coletivo no protesto com um encontro que testemunho nos subúrbios de classe média: ele era o único usando máscara. Comentando a notícia que os protestos não haviam causado um pico de infecção em Nova York , um usuário do twitter relatou (com mais de cem mil replicações) como pode ser visto aqui:

as pessoas em protesto estão distribuindo máscaras e desinfetantes um milhão por cento melhor do que o governo e não estou exagerando nem um pouco.

Se você está se perguntando onde estavam os anarquistas antes dos protestos com todo esses EPI gratuito e comida para pessoas eles ainda estavam fazendo rede de distribuição de ajuda mútua antes disso, idiotas lol.

Com isso fica claro o que de fato aconteceu. A manifestação não foi um espaço de concentração de descuidados inconsequentes. Foi um espaço em que puderam se integrar os coletivos e militantes isolados que estavam desenvolvendo práticas de solidariedade e luta durante meses em que o governo Trump também sabotava a quarentena. Por isso, tinham acumulado o saber fazer, tinham acumulado vontade de aprender, vontade de dialogar também. Eram pessoas que estavam a tempos lutando sozinhas em seus bairros, suas casas, seus locais de trabalho. Descobriram que, apesar de estarem sozinhas, não estavam isoladas na sociedade. Assim como aqui, eram maioria.

O princípio da oposição entre esses dois movimentos pode ser encontrado, então, na forma de expressão e no modo de relacionamento entre os manifestantes. O movimento da morte infecta, descuida. O movimento da vida amplia o respeito, o cuidado, a organização. Esse contraste é visível na postura, na disciplina e na própria estética dos dois movimentos.

O que conseguiram fazer, afinal?

Assim eles quiseram e souberam ensinar rapidamente aos novos como se cuidar e transmitir o conhecimento pros demais. O cuidado com a vida se transformou no novo normal dessa gente toda que se manifestou em todos os Estados Unidos. Mostraram ser possível sim protestar de forma coletiva pensando no dia de amanhã: basta se organizar.

Com isso, até agora e sem um levantamento exaustivo no que diz respeito à polícia, esses manifestantes cuidadosos arrancaram uma promessa desesperada de reforma policial de Trump, dos democratas e de políticos de todo o espectro nos 50 estados e centenas de prefeituras. A propósito, veja o artigo do Joshua Clover aqui.

Mais do que isso: arrancaram pelo menos 40 milhões de dólares de horas extras que seriam pagas aos policiais extorsionários de Los Angeles, fizeram com que a Polícia de Nova York se apressasse a dissolver suas unidades mais odiadas de policiais à paisana pra tentar mostrar boa vontade – algo parecido seria a PM dissolver a P2 em algum Estado – e declarar o seguinte: “Ficamos felizes com as propostas de reforma, mas achamos que as mudanças mais importantes vem de dentro”! Uma declaração que seria muito bonita se não fosse o oposto do que que havia dito o chefe da polícia na semana anterior em que bradavam pelo direito de bater impunemente. O recuo e o medo de perder espaço pra esses protestos de gente cuidadosa e responsável uns com os outros é evidente.

Protestos combatem a pandemia e a morte?

Tudo indica que quando são organizados para fazê-lo, sim! Nova York mesmo, depois de dezenas, centenas de cenas de enfrentamento com a polícia, não causou nenhum pico de infecção na cidade.

O insuspeito Wall Street Journal publicou, dia 18/6, que especialistas foram surpreendidos pelo fato de que não houve um pico de infecções após os protestos contra a morte de George Floyd: nem em Minnesota, nem em Seattle, nem na maioria das cidades dos Estados Unidos em que ocorreram.

Shay Horse, fotojornalista que entrevistei e esteve acompanhando várias dessas movimentações em Seattle, me confirmou: “A maioria das pessoas está sendo testada logo após o protesto e as confirmações estão dando número de –   no máximo – um dígito (1,5% a 2%), então acho que está tudo bem. Acho que provamos que as máscaras mais ou menos funcionam”.

A coisa depende, como dissemos, de vários cuidados. Vários médicos simpáticos aos protestos tiveram debates intensos antes dos protestos. Alguns quebraram a cabeça e acharam uma solução: desenvolver uma forma de cuidado específica para aqueles que queriam se revoltar coletivamente.

Podemos começar com esse debate e conselho de usar máscaras de forma consequente e responsável. Os combinados coletivos em torno dessa premissa básica vão costurando possibilidades de ação comuns, contando já com o reconhecimento de alguns especialistas do tema.

“Pequenos” podem fazer diferença por serem referências do novo

Seattle, espaço privilegiado para os protestos, desde 2011 tem uma rede de solidariedade de trabalhadores que durante essa pandemia tem tido importante papel de publicização e articulação de lutas isoladas de empregados contra as tentativas de infecção deliberada e roubo de salário de seus patrões. Chama-se Seattle Solidarity Network.

Eles são focados mais em ações relacionadas aos trabalhadores e seus espaços de trabalho, mas também vem fazendo um trabalho importante com relação às lutas contra despejo durante a pandemia – lutas que aqui no Brasil seriam consideradas de sem teto.

O Grupo de Ajuda Mútua de Seattle também vem desenvolvendo ações que antes estavam voltadas para segurança alimentar e aluguéis e agora estão voltadas para a questão das fianças e processos que ocorrerão contra ativistas. É tudo gente que sabe de onde veio, onde está, para onde vai.

Essas pessoas contribuem para um clima em que as práticas de luta encontram um horizonte que não se reduz ao desespero hoje ou amanhã. Pode-se contar uns com os outros. Tendo alguma estrutura, alguma referência para acolher e integrar os novos desesperados por uma luta coletiva. Se é oferecido um futuro, serão atraídas as pessoas certas. Se é oferecido desespero e adaptação, virão os desesperados da luta pela morte.

Se vocês acham impossível ao mesmo tempo fazer um protesto, preparar a comida, cuidar uns dos outros e acompanhar o caso de um camarada sofrendo um processo, estão ambicionando muito pouco. A reorganização da nossa sociedade vai exigir isso e muito mais. E ela começa aqui e agora, nas nossas lutas pelas nossas vidas.

Começa com um novo pacto político, hegemonizado pelos trabalhadores. Nesse pacto, o principal não são a democracia, as instituições, a paz e a ordem. O eixo central são as nossas vidas e as necessidades de cada pessoa de nosso povo, do mais frágil ao que mais tem condições de dedicar esforço e energia ao coletivo.

Ninguém fica para trás. Antigamente se chamava a isso de socialismo. Sabe-se lá que nome terá, mas uma coisa é fato: se os capitalistas nos oferecem a morte, há quem vá lhes oferecer de volta a morte da sua sociedade e o nascimento de uma nova. Certamente, eles irão voltar atrás. E quem sabe se não será tarde demais?

Na manifestação antifascista das torcidas organizadas o uso de máscara era generalizado.

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